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Gerações: uma análise da evolução do século XX

Muitos fatores influenciam a forma como vivemos nosso cotidiano, desde o salário que recebemos até os valores que assumimos. Nossa visão de vida é compartilhada com pessoas que têm características similares às nossas – e a idade não é uma exceção. No entanto, grande parte das pessoas de hoje estão resistindo a noções preconcebidas de gerações anteriores. Muitas pessoas mais velhas estão adotando um mundo mais orientado para a tecnologia, assim como um número considerável de pessoas mais jovens estão se voltando para valores mais tradicionais. Não podemos negar que somos seres complexos, cheios de certezas e incertezas, com padrões - e até mesmo paradigmas - conceitos pré estabelecidos que nos limitam. Entender os tipos de pessoas que existem no mundo e suas gerações, pode nos ajudar.


Neste ano, a Geração Z ultrapassou o número de millennials pela primeira vez. Uma previsão da Bloomberg , de acordo com dados da ONU, diz que 32% da população mundial em 2019 nasceu a partir de 2001. Ou seja, parte desses jovens alcançou a maioridade em 2019, entraram na universidade, dirigem, votam e consomem. Mas quais transformações podemos esperar agora?


Para facilitar o nosso entendimento dos diferentes perfis, vamos conhecer as principais características de cada geração: A geração Baby Boomers representa as pessoas nascidas entre os anos de 1940 a 1960, nasceram no fim ou após a Segunda Guerra Mundial. A geração X é das pessoas nascidas entre 1960 e 1980, presenciaram fatos históricos importantes e foram marcados por movimentos revolucionários. A geração Y também conhecida como millennials é composta pelas pessoas nascidas entre 1980 e 2000, nasceram em um período de prosperidade econômica e acompanharam a evolução tecnológica. A geração Z é das pessoas nascidas entre 2000 e 2010, nasceram em um período onde o mundo já é digital, as mensagens chegam de forma instantânea e o tempo não anda aos mesmos passos que andava antes. Já a geração alpha é das pessoas (ainda crianças) nascidas após 2010, nasceram imersos a tecnologia, as múltiplas telas e a conexão 100% do tempo sendo conhecidos como nativos digitais.



Um estudo feito pelos especialistas em Mapeamentos Pessoais do Sistema TSer, Kaléu Caminha e Jonas Crauss, mostra que alguns períodos da terra são marcados por ondas de nascimento de alguns tipos de pessoas predominantes. Este estudo apresenta o percentual de nascimentos de cada um dos 4 tipos (planejadores, executores, conectores e transformadores) entre os anos 1880 e 2019 e faz uma correlação dos tipos predominantes em cada momento com os fatos marcantes do século XX.


Se você não sabe quais são esses 4 tipos de pessoas, acesse nosso e-book sobre isso, basta clicar aqui.


A expressão de cada tipo


Kaléu e Jonas criaram um gráfico que exibe o percentual estimado de nascimentos de cada um dos 4 tipos por ano. Contudo, vale reforçar que, desde o nascimento até a sua manifestação mais intensa, leva em torno de 30 anos (fase adulta) e perdura por mais outros 30. Por exemplo, apesar de a partir de 1925 o número de nascimentos dos conectores ser maior do que o número de executores, se considerarmos as pessoas entre 30 e 60 anos de idade, o volume de executores ainda é maior. 30 anos após essa data, por volta de 1955, teremos mais pessoas conectores na casa dos 30 anos de idade do que os executores, e nesse momento, podemos observar, por exemplo, que a partir dos anos 60 os movimento liderados por conectores, como movimento hippie, direitos humanos, empresas globais, começam a ganhar força.

A onda dos executores


Fazendo uma análise do início do século XX vemos um período marcado por uma enorme onda de executores. Esse tipo representa os responsáveis pela execução, metodologia, materialização, trazer pro concreto, pelo realizar em si.



Vemos a expressão desse tipo muito clara no enorme avanço material e industrial que ocorreu nessa época, desenvolvimento de metodologias de produção em massa como fordismo e toyotismo, o foco no fazer e no produzir.


Esse período foi inclusive muito bem representado por Henry Ford e Kiichiro Toyota, onde nos mostra uma realidade com foco na linha de produção, desconsiderando outros fatores da existência humana. De qualquer maneira, esse período nos trouxe uma abundância material nunca antes vista na história do planeta, sendo assim os executores realizaram a sua tarefa.



O desequilíbrio do executor


Contudo, um tipo sem o equilíbrio trazido pelas outros tipos tem uma manifestação um tanto extremista e as qualidades de humanismo (conector), sustentabilidade (visionário) e espiritualidade (transformador) ficaram de lado, deixando um foco extremamente material na humanidade. Podemos dizer que nesse período esquecemos o nosso lado mais humano, espiritual e até mesmo a visão das consequências das nossas ações.


A característica do excesso desse tipo é a obsessão, podendo trazer um fazer pelo fazer, busca pelo poder de realização e uma agressividade violenta. Não é a toa que tivemos nesse período 2 guerras mundiais, que esquece completamente o nosso lado humano e um período de grandes depressões e supressão das emoções humanas, um olhar mecanicista do universo.


A onda dos conectores


Essa onda de executores foi então substituída por uma onda de conectores que começaram a se mostrar em maior número após 1925, tendo seu ápice nos anos 50. As pessoas desse tipo cresceram e começaram a se manifestar com mais força principalmente após a segunda guerra, tendo momentos bem expressivos nas décadas de 60 e 70.

Esse tipo traz as características de olhar humanitário, sensível, voltado às sensações, relações e para o prazer de estar vivo! O tipo conector é contrário a guerra, segregação e busca uma humanidade unida, conectada. Se manifestaram de forma linda através dos movimentos anti-racismo, políticas sociais de igualdade, olhar humano para os países pobres e explorados, movimentos anti guerra, feminismo e também o movimento hippie.

Essa onda veio com a missão de usar os recursos abundantes criados pelo tipo dos executores de modo que trouxessem uma vida de qualidade para a humanidade, trazendo de volta nosso lado humano e deixando de lado a segregação e violência que veio junto com o avanço industrial. Como vemos os movimentos de igualdade com grande representação hoje e nenhuma outra guerra de grandes proporções ocorreu, esse tipo fez seu papel de maneira excelente.


O desequilíbrio do conector


Contudo, no excesso, os conectores caem em uma compulsão de busca por prazeres físicos, sendo movidos unicamente por essas sensações. Vemos essa expressão em temas como “sexo, drogas e rock `n roll”, nos hippies mais exagerados que vivem apenas pelos prazeres imediatos, e por todos aqueles que negam a importância do avanço material feito pelo trabalho dos executores que os antecederam.


A onda dos planejadores


De qualquer maneira, ainda faltava o tipo dos planejadores para nos dar uma visão mais ampliada do planeta, visão de posteridade, gerações futuras e integração entre diversos setores. Eles chegaram com força pela década de 80 se expressando principalmente após o ano 2000.

É um tipo marcado pela visão muito ampla, facilidade de ver o impacto futuro das nossas ações e a inter-relação entre as coisas. Trouxeram a clareza sobre a necessidade de cuidarmos do planeta para nossa própria sobrevivência e o impacto das nossas ações no longo prazo. Integram as competências previamente desenvolvidas materialmente pelos executores e humanamente pelos conectores.


Com sua capacidade de visão ampla e integrada, trouxeram grandes inovações tecnológicas em diversas áreas, inclusive levando tecnologia para áreas sociais e humanas que antes não estavam incluídas na tecnologia. Novas formas de relação, de organização social, visão de futuro, sustentabilidade, métodos colaborativos, cidadãos globais, capitalismo consciente, tratamentos integrados na medicina, entre outros métodos que levam em conta múltiplos fatores.


O desequilíbrio do planejador


No seu excesso esse tipo traz a tirania, com a busca exagerada pelo poder e manifestação egoísta da sua vontade pessoal. Vemos essa característica manifestada principalmente no campo político e empresarial, onde a busca pelo poder é feita a qualquer custo, em detrimento dos outros. E com a enorme capacidade de visão desse tipo, eles possuem uma facilidade nata de assumir o poder e serem ouvidos. O aumento da concentração de renda é uma das características dessa desarmonia.


A onda dos transformadores


Pela década de 90 tivemos um momento importante para o planeta. Foi o início da entrada dos transformadores, tipo capaz de realizar “saltos quânticos” na humanidade. Será a primeira vez que esse tipo chega à Terra nos últimos séculos e as consequências disso estão apenas começando a serem sentidas, com os jovens da nossa sociedade. Qual o impacto prático que essa onda terá no planeta ainda não sabemos dizer, mas podemos analisar as características que esse grupo traz para o coletivo.


Os transformadores são aqueles considerados “almas antigas”, são muito maduros e capazes de assumir responsabilidades. Não estão interessados na superficialidade das coisas, querem uma compreensão profunda sobre os assuntos em que se envolvem.


Trazem consigo uma tendência espiritual forte, a percepção de que todos na Terra somos uma grande família e de que fazemos parte de algo maior, o que vem com uma certa impessoalidade na forma de viver. Transformadores também são muito questionadores em relação aos padrões estabelecidos e tendem a criar novas formas de pensar e fazer as coisas, afinal, seu papel é transformar.


Podemos esperar que os transformadores tragam de volta ao mundo a nossa conexão com o espírito, com a alma, um período de reconexão com a essência. Mudanças estruturais na sociedade podem tomar lugar, o que pode inclusive assustar e criar resistência nos conectores da última onda, já que possuem uma resistência maior a mudanças desse tipo.


O desequilíbrio dos transformadores


No seu excesso, o tipo transformador traz características de manipulação, perdendo de vista o uso da sabedoria em prol da humanidade, da natureza e da materialização trazidos pelos outros tipos. Dessa forma, conhecimentos que poderiam ajudar outras pessoas são retidos, e seu conhecimento profundo privilegiado é usado como arma para controlar outras pessoas ou para se auto valorizar.


O equilíbrio entre os tipos


De qualquer maneira vale a pena ressaltar que essa onda de transformadores não é como as últimas, pois ela é acompanhada de um equilíbrio de nascimento entre todas os tipos.

Este é um período em que se percebe uma tendência muito propícia para que haja harmonia no planeta entre executores, conectores, visionários e transformadores.


Essa harmonia depende apenas da nossa capacidade de agirmos em conjunto e de valorizarmos as competências dos outros seres, que podem ser bem diferentes da nossa e essenciais para o equilíbrio entre tipo. Não podemos negar que somos seres complexos, cheios de certezas e incertezas e entender os tipos de pessoas que existem no mundo e suas gerações, pode nos ajudar.


Toda essa diversidade de tipos nascendo simultaneamente é uma novidade para o planeta (ao menos nos últimos séculos), e depende de nós conseguirmos criar condições para aproveitar o enorme potencial dessa diversidade para darmos um grande passo como humanidade.


Mais importante ainda serão as crianças de hoje terem desenvolvido essa capacidade de cooperação quando adultos, pois serão elas a viver nesse mundo de diversidade que pede e até exige uma forte capacidade de adaptação.


É incrível pensar como o mundo muda rápido em curtos espaços de tempo. A cada geração mudam as formas de se relacionar, de se comunicar, de trabalhar e até de enxergar a realidade.

Nos últimos anos, as mudanças vêm se tornando cada vez mais rápidas e profundas. Isso está ligado aos avanços tecnológicos e influencia diretamente nossas crianças, que antes mesmo de andar já estão conectados e interagindo com o mundo digital. E é por isso que no nosso próximo post falaremos um pouco sobre inovação! Então não perca, toda semana o blog da Human Code trará um conteúdo novo.

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